
Política e feminismo
caminham lado a lado
Sempre estudei em escolas públicas e em 2012 entrei como cotista para a Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora. Lá fui bolsista da Comissão Municipal da Verdade pesquisando e ajudando a resgatar a memória dos impactos negativos da Ditadura Militar em Juiz de Fora. Foi então que percebi a importância de militar pela democracia. Há mais de dois estou no movimento feminista atuando com coletivos e movimentos sociais. Atualmente integro o Setorial de Mulheres do Psol e o Fórum de Coletivos 8M Juiz de Fora. A primeira vez que eu falei em um ato e conversei com mulheres de diferentes vivências eu tive a certeza: é por elas que eu vou lutar diariamente até que todas nós sejamos livres.
Mulheres negras na política
Foi conhecendo mulheres como Marielle Franco e a atual deputada federal Áurea Carolina que eu percebi como a política carece de mulheres negras, de periferia e que debatem a pauta do antirracismo e da desigualdade social. Se não estivermos nos espaços políticos, seremos sempre deixadas à margem e engolidas pelo sistema. A nossa voz precisa ser ouvida e a cidade necessita ser transformada. Por isso, decidi entrar para o PSOL Juiz de Fora no final de 2018.


É pela vida das mulheres
Entre as minhas principais bandeiras de luta está o combate à violência contra mulher. Atualmente pesquiso em meu mestrado em Comunicação Social o combate à violência sexual e a responsabilização da vítima. Também organizo palestras e oficinas de formação em escolas e faculdades sobre assédio, violência doméstica e cultura do estupro. Já visitei diferentes instituições de ensino e empresas levando informações sobre combate ao machismo e segurança das mulheres. Acredito que é através dos processos de informação, formação e educação que conseguimos reduzir os altos índices de violência de gênero.
